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Princípio KISS

February 8, 2013
 
Nos EUA eles tem o termo “KISS Principle” que seria um acrônimo para a frase “Keep it simple, stupid”. Dizem que esse termo foi registrado na década de 60, na marinha norte-americana, como um princípio do design. O KISS Principle diz que sistemas funcionam melhor quando mantidos simples, do que quando complexos. Portanto, a complexidade desnecessária deve ser evitada enquanto a simplicidade, almejada como objetivo chave do design.
 
Obviamente, que por mais que a moda aborde o design, ela não obedece esse princípio tendo-se em vista o culto aos excessos que por vezes se promove. Porém, em se tratando de bolsas, os modelos pelos quais morro de amores são os mais limpos possíveis. Além disso, acredito que a genialidade de um estilista está na sua capacidade de enxergar e usar o obviamente simples como trunfo. Transformar o banal em especial.
 
 
Neste quesito acredito bastante em Tom Ford. Talvez pela formação em arquitetura que ele tenha, junto com o olhar afiado e treinado, Ford sempre consegue adotar como suas formas simplesmente incríveis. A personalidade perfeccionista do estilista, que aparentemente é obcecado por proporções, também contribui. 
 
Dois exemplos que eu citaria seriam: o óculos Whitney que marcou a volta de Tom Ford à moda depois de anos (ao ter saído da Gucci e da YSL) e a sua bolsa um pouco mais recente, Natalia.
 
 
O solar Whitney tem esse cruzamento na ponte frontal; um desenho básico e que virou quase que marca registrada dos óculos de Tom.
 
 
Já a bolsa Natalia brinca com a proporção do fecho, novamente uma demonstração da simplicidade trabalhada adequadamente. É tipicamente o que faria qualquer um pensar: “Por que não tive essa idéia antes?”
 
Há meses venho procurando uma bolsa que possa ser minha companheira de, no mínimo, meia década. A que uso atualmente é uma comprada na H&M, quando visitei Paris. Acho ela extremamente versátil pela mistura do preto com o marrom e o tamanho ideal: grande para caber minhas tralhas pessoais, e pequena o suficiente para não ser desproporcional e me fazer parecer um anão. Mas como ela é de poliuretano, já começou a dar seus sinais de prazo expirado (descascando). O problema maior é que me apeguei a ela, e encontrar outra tem sido uma tarefa complicada.


Tenho saído em busca de uma bolsa em couro, para que dure por mais tempo caso me apegue novamente. Contudo, os modelos que encontro são poluídos de recortes, tachas, zíperes, dentre outra infinidade de desnecessidades que deixam a peça sem charme nem beleza. E quando finalmente encontro uma que me agrade, sempre acaba que é uma “inspired” de alguma grife.
Pois logo abaixo vão algumas bolsas que escolheria pela simplicidade sublime.

 
Givenchy – Antigona
 
Fendi – 2jour
 
Saint Laurent Paris – classic duffle
 
 
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