Diário, Estilo

O jeans que nunca volta e o que nunca vem

April 27, 2014

 

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A cada dia que passa, meus 57kg se tornam uma memória mais distante #sadstory. Era o meu peso ideal. Hoje sou um ser 8kg mais rechonchudo e 8kg menos contente. Culpa de morar sozinho e ter preguiça de cozinhar coisas saudáveis, culpa das coisas saudáveis custarem mais caro que as porcarias, culpa de um trabalho sedentário, culpa da falta de autocontrole durante os almoços, culpa da falta de disposição para correr no parque Buenos Aires e culpa da falta de grana pra uma academia.

Todas as manhãs sou lembrado pela minha calça 38 que já fui um 36 largo. Até que um belo dia a carência afetiva vivida nessa metrópole se transformou em fome compensatória/compulsiva e… Ops, 38!

Meus jeans do ano passado não servem mais, e nem sei em que dia que isso aconteceu. Talvez tenha sido no final de semana que me empanturrei e, me achando “inchado”, joguei algo mais folgadinho. Aí pronto: adeus jeans.

Desde então preciso de um par de calças novas, mas tenho me recusado a compra-lo com medo de aceitar minha atual condição. E assim, sem emagrecer fico sem jeans novo e sem entrar no velho. Aliás, entrar, entro, mas não ergo o joelho, não ando e nem respiro.

Sei que a geral vai dizer “Mas nossa, aumentou SÓ um número! E 38 nem é gigante!” Sim, sei que não estou obeso e não sofro de autopercepção corporal distorcida. Porém, tenho 1.70m e me prefiro com um IMC menor. Fico mais confortável comigo mesmo, mais confiante, as roupas me caem melhor e não preciso ficar dando tanto truque na make – o rosto está mais redondo e meus olhos puxados conseguem parecer ainda menores e concentrados no meio da cara. Aí tenho que ficar alongando eles com um lápis no canto externo para aumentá-los. Sem falar no contorno que rola pra minhas maçãs do rosto voltarem a existir.

Enfim, sabe aquela história “Não são só os 20 centavos”? Pois bem, aqui também não são só os jeans perdidos e vindouros, mas tudo. Tudo!

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