Beleza

Aceitando a pele oleosa

September 7, 2015

Vivo no Brasil, país tropical de clima quente e úmido, na maior parte do ano. Dito isso, fica fácil deduzir que a maior parte da população por aqui sinta a pele oleosa. Eu me junto a esse grupo, até porque tenho o agravante de ser descendente de japoneses – e asiáticos têm tendência à maior oleosidade. Posto isso, meu rosto vai até além da média brasileira.

Todo meu ritual de cuidados para pele é pensado no problema de excesso de oleosidade e acne (sim, vira e mexe elas aparecem). Assim, uso sabonete forte e em barra, tônico bem adstringente e hidratante que jura de pés juntos ajudar a maneirar as glândulas sebáceas. Mas depois do BB cream, não dá 2 horas que vejo meu nariz brilhar como o de Rudolf. Aí já viu, não desgrudo do pó e passo o dia todo com o blotting paper grudado na cara.

Porém, de um tempo pra cá decidi parar de ser tão preocupado com isso. Tenho aceitado mais a pele brilhando. Afinal de contas, o estresse de me manter matte poderia me levar a ter rugas. Isso sem contar que embarquei na tendência de pele iluminada. Tenho visto muita campanha de marcas de moda, desfiles e editoriais onde as modelos aparecem quase de pele molhada de tanto iluminador ou hidratante. E esse look já é o meu natural! Então, a única coisa que tenho feito é dar uma leve secada na zona T de duas a três vezes ao dia, mas sem muita neurose. Confesso que é um processo, se libertar de velhos hábitos e prisões antigas, mas com o tempo e autoaceitação vai ficando mais fácil.

Sinto que a moda e a beleza devem ser ferramentas para ser feliz e mais próximo de si mesmo, senão não valem a pena. E apesar de ainda termos tendências que vê, dão cambalhota, vão e voltam, sinto que as coisas atualmente são mais livres. Não temos mais uma moda dominante e ditatorial, que dizia a altura da saia ou o comprimento da manga, como já foi um dia. Então, matte ou iluminada, que seja do jeito você que for!

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