Diário

Quase 30

June 19, 2016

 

quase 30 - gui takahashi

Hoje completei 29 anos de existência. Estou a um passo dos 30. O tempo vem, inevitável e sorrateiro. Talvez seja o número, ou o retorno de saturno, ou o fato de eu ser da geração Y, mas a questão é que tenho tido dúvidas e sentido insatisfações latentes.

A vida adulta não está sendo divertida, romântica ou luxuosa como sempre imaginei que seria quando assitia Bridget Jones ou Sex And The City. Ela é cheia de afazeres, contas a pagar, responsabilidades e etiqueta. E, de repente, o que pensei que seria algo natural e orgânico veio com peso e preocupação. Não é que ser adulto não tenha seus benefícios. Tem, sim: você pode fazer tatuagens ridículas sem a autorização de ninguém, dormir com estranhos que nunca te ligarão de volta, encher a cara sem ter que entrar em casa escondido…

Porém, o drama existencial de que viemos ao mundo sozinhos e morreremos sozinhos tem ficado mais evidente nessa vida cosmopolita. (Pensamento mórbido para um dia de aniversário, não?). E o tempo de chuva e frio de hoje só tem colaborado para esse pensamento. Por isso, pra tentar espantar os maus espíritos acabei comprando Waffles e sorvete! Combo imbatível quando se precisa de um afago. Afinal se tem uma fala de Bridget Jones que me persegue é: “O único relacionamento sério que tenho é com dois homens – Bem & Jerry”. Podia ser mais certeira?

Aproveitei a tarde em casa pra assistir um filme que tem tudo a ver com minha crise: Life Partners. Pelo que vi, não estou sozinho nessa jornada de confusão e insatisfação. Hannah Horvath (de Girls), Frances (de Frances Ha) e Sascha (de Life Partners) provam que existe toda uma geração passando pelo mesmo drama… A incerteza da vida adulta, o desejo do futuro brilhante em contraste com o presente medíocre, laços amorosos complicados, liberdade X segurança, e por aí vai. O problema é que, ainda assim, mesmo observando que não sou único em minhas dores, a solidão continua a mesma.

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