Beleza

Eu mais loira

November 23, 2017

Esta deve ser minha 5a tentativa de deixar o cabelo crescer. A vontade de usar coque podrinho, fazer um babyliss bagunçado, bater a franja ao som de Rihanna e ver se fios longos me deixam mais sexy parece que nunca passa. Até agora, tenho conseguido evitar o impulso de voltar à praticidade do curtinho.

Ainda tô no meio do caminho, com alguns centímetros a mais pra conquistar. Mesmo assim, comecei a sentir que meu cabelo preto andava um tanto pesado e sem dimensão. E quando uma amiga soltou na mesa do almoço: “Depois que fiquei loira os boys começaram a me olhar muito mais”; fiquei convencido. Era hora de mudar e iluminar.

Luzes claras ainda eram um território inexplorado. Sempre tive receio porque exige boa técnica do cabeleireiro, senso estético na hora de distribuir os pontos de luz nas mechas e muuuito cuidado em casa. Nunca entendi quem desembolsa uma  grana pra sair do salão parecendo que tem miojo pendurado na cabeça (aquelas luzes fininhas, que partem rentes à raiz, sobre um fundo bem escuro), depois, negligencia os fios a ponto de ficarem esturricados, pra viver com uma piranha feiosa prendendo o picumã. Mas eu estava disposto a me jogar e redobrar meus cuidados.

Separei as referências do estilo que queria e levei para minha mãe, que é cabeleireira há mais 40 anos. Tudo correu bem. Saí do salão me sentindo poderosíssima. Isso, até minha primeira chuveirada. Nela, senti com um susto o quanto descolorir deixa o cabelo duro, áspero, menos denso. Por mais que eu soubesse que aquilo aconteceria, sentir na pele foi diferente. Meus fios que mal precisavam de pente, passaram a exigir máscara de tratamento, leave-in, óleo capilar e tudo mais que têm direito.

O arsenal de produtos para cabelo triplicou. Adeus à rotina de shampoo + condicionador. Agora, uso semanalmente uma máscara de tratamento e vou revezando entre uma suavizante, que ajuda a fechar as cutículas do cabelo e dar brilho, e outra fortalecedora. O leave-in se tornou obrigatório nos dias que lavo, enquanto nos demais, dá-lhe óleo nas pontas.

Fotografei o antes e o depois dos meus produtos.

ANTES

Só um shampoozinho e um condicionador já funcionavam. Esse par Time Restore da Schwarzkopf é muito bom. Ele hidrata, nutre e combate o envelhecimento do cabelo. Sempre que uso, sinto o fio mais denso, como se tivesse bem íntegro.

DEPOIS

Desengavetei os itens da foto: máscara de brilho SP System Professional, óleo Macadamia, leave-in TiGi Bed Head After Party e máscara matizadora Trivitt Color Blonde. Eles realmente têm feito a maior diferença. Com o tratamento SP sinto as cutículas do cabelo mais fechadas e o fio mais resistente. O óleo é pros momentos em que as pontas ficam arrepiadas, ressecadas e meio duras. O TiGi rosa desembaraça que é uma maravilha e consigo deslizar os dedos entre o cabelo – é tipo amaciante no picumã de nylon, sabe? Já a máscara roxa é pra tirar o tom amarelado que insiste em aparecer.

Não contente, ainda comprei mais alguns itens na Beleza na Web :

Tô curtindo a linha Açaí Oil da Cadiveu. As fórmulas são bem leves e acredito que têm ajudado meu cabelo a ficar mais saudável e macio, em meio a tudo que tenho usado. A fragrância do óleo é gostosa e a textura do leite é bem líquida, o que facilita a espalhar melhor. A máscara Alfaparf Midollo di Bamboo uso a cada 15 dias porque me parece bastante concentrada e usar demais pode deixar os fios pesados. Já o shampoo Schwarzkopf Repair Rescue, é bom na hora de lavar porque não embaraça demais nem deixa o cabelo áspero, como alguns produtos que testei.

Em outras palavras, ser loira dá um trabalhão. E nem sei se os caras me olham mais agora. Mas o fato é que tenho me sentido mais poderosa e isso, por si só, já é ótimo. Parece que ganhei leveza com esse iluminado. Agora, as mechas têm destaque e não se juntam todas em uma massa de cabelo preto. Bater o cabelo nunca foi tão divertido.

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